4 perguntas que justificam o avanço da área destinada à agricultura em MS

26/04/2019
4 perguntas que justificam o avanço da área destinada à agricultura em MS

Dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga/MS) mostram expansão na área cultivada com grãos, seja soja ou milho, em Mato Grosso do Sul. A agricultura avança em regiões antes consideradas com potencial apenas para pecuária. A implicação de tecnologia e pesquisa ao longo dos anos têm contribuído para o saldo positivo, como mostra o diretor executivo da Fundação MS, Alex Melotto.

1) A que se dá a expansão da área cultivada com grãos em MS?

Por meio da integração lavoura pecuária, Mato Grosso do Sul tem encontrado maneiras de utilizar áreas que outrora eram consideradas apenas com potencial agropecuário. Então regiões como Ivinhema, Anaurilândia, Ribas do Rio Pardo, estão cultivando grãos onde antes só tinha pastagens, muitas vezes pastagens degradadas, para utilização de cultura irrigada e não irrigada. A evolução do sistema de produção permite que a gente consiga ter grão onde não tinha há 5 anos, isso está sendo bem positivo.

2) Esse percentual pode aumentar nos próximos anos?

Mato Grosso do Sul tem mais ou menos 10 milhões de hectares de pastagens em algum grau de degradação, conforme dados da Embrapa. Nós estamos crescendo em média 7% ao ano, desse total, cerca de 3 milhões de hectares tem aptidão agrícola. Podemos dobrar essa área sem irrigar. Acreditamos que o bom momento da agricultura, e isso não é governamental, é reflexo do produtor que cavou oportunidades, vai permitir que o Estado continue crescendo em área agrícola, em área de grãos, especialmente soja e milho, impulsionado pelas novas tecnologias e integração entre lavoura e pecuária. A depender do modelo produtivo que o agricultor escolher podemos ter o binômio soja e milho mas também soja e pecuária. Então o produtor colhe a soja e planta capim, para alimentar os animais deles ou de vizinhos e faz a integração.

3) Qual a relação da agricultura com a tecnologia em MS?

Diferente da pecuária, não tem agricultura de baixa tecnologia, porque se o produtor não muda o sistema de cultivo, ele colhe menos. Podemos dizer que MS é um Estado de alta adoção tecnológica. O setor agrícola adotou a tecnologia em vários segmentos, fertilizantes, combustível. Na agricultura tudo acontece muito rápido e dinâmico, enquanto que na pecuária uma ação de hoje vai gerar reação daqui a quatro anos, na agricultura é questão de dias, exige que o produtor responda mais rápido, o lucro e prejuízo estão bem próximos.

4) Quais os benefícios da integração lavoura-pecuária?

Alem dos beneficios agronômicos há uma melhor distribuição de risco. Muitas vezes a agricultura de forma uma atividade de risco, onde é possível ter uma taxa de retorno financeiro boa mas que se ocorre uma falta de chuva ou uma geada, o prejuízo é imenso. Mas quando agrega o elemento pecuária, você reduz o risco. Boi tem liquidez, é de fácil comercialização de qualquer maneira, com a soja não é assim.
Esse modelo tem permitido a expansão agrícola e nós estamos sendo surpreendidos pelos resultados obtidos nas novas fronteiras agrícolas de MS. Não considerávamos essas áreas de alta capacidade produtiva e quando a gente começa a trabalhar com as bases tecnológicas bem ajustadas, que são manejo e correção de solo, posicionamento de materiais e manejo de componentes fitossanitários, vemos que é possível chegar a 80 sacas de soja por hectare.

Texto: Priscilla Peres – Agro Agência


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