Informações básicas sobre o Conseleite Mato Grosso do Sul:

1 – O QUE É O CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

É um Conselho formado pelo mesmo número de representantes dos produtores rurais e das indústrias. Trata-se de uma associação civil, regida por estatuto e regulamentos próprios.

 

2 – QUAL O PRINCIPAL OBJETIVO DO CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

A busca pró-ativa de soluções conjuntas, pelos produtores rurais e indústrias, para problemas comuns do setor lácteo sul-mato-grossense, por meio de uma relação mútua de confiança que visa uma maior clareza no estabelecimento de preços de referência para a matéria-prima leite.

 

3 – QUEM PARTICIPA E COMO FUNCIONA O CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

Os membros do conselho (16 representantes) são indicados, paritariamente, pela FAMASUL (bancada rural) e pelo SILEMS (bancada industrial).  Eles se reúnem mensalmente, para avaliar e aprovar os preços de referência da matéria-prima leite.

Como órgãos de apoio há uma secretaria executiva e a Camatec – Câmara Técnica e Econômica, composta por 4 representantes dos produtores rurais, 4 representantes da indústria e 2 professores universitários da UFPR – que realiza estudos e pesquisas para subsidiar as decisões do conselho.

O Conselho conta com o apoio da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite (CSCPL) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO).

 

4 – O QUE SÃO OS PREÇOS DE REFERÊNCIA?

Os preços de referência pretendem representar um valor justo para a remuneração da matéria-prima leite, tanto para os produtores rurais quanto para as indústrias, levando em consideração o volume e a qualidade da matéria-prima.

São divulgados diversos valores de referência, conforme a qualidade e o volume de leite entregue pelos produtores as indústrias. Os valores são divulgados na condição posto propriedade, ou seja, sem frete a descontar e com Funrural a descontar. Mensalmente, por meio de resoluções, o conselho divulga os preços de referência finais para o leite entregue no mês anterior e os preços projetados para o leite a ser entregue no mês em curso.

 

5 – O QUE É O LEITE PADRÃO DO CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

É um leite de qualidade média do Estado de Mato Grosso do Sul, levando em consideração os parâmetros de qualidade definidos pelo conselho que são: teores de gordura e proteína, e contagens bacteriana e de células somáticas. Para o volume o leite padrão corresponde a entrega de até 100 litros por dia.

O leite padrão do Conseleite MS é o que possui teor de gordura entre 3,00 a 3,50%; teor de proteína entre 2,90 a 3,30%; contagem de células somáticas entre 200 a 400 mil; e contagem bacteriana entre 150 a 300 mil.

 

6 – VALORAÇÃO DO LEITE PELA QUALIDADE E VOLUME – USO DO SIMULADOR

Para o leite que tem sua qualidade aferida, o Conseleite Mato Grosso do Sul disponibiliza uma calculadora que indica diferentes valores de referência para cada teor de gordura e proteína e para cada contagem bacteriana e de células somáticas contidos no leite analisada. Com isto pretende-se que a matéria-prima de melhor qualidade seja mais bem remunerada e vice-versa, segundo determinada escala de ágios e deságios.

Para o volume há uma escala de bonificação, ou seja, a partir do leite padrão que corresponde até 100 litros por dia, maiores volumes tem ágios e geram, portanto, maiores valores de referência para o leite entregue.

O simulador está disponível em www.famasul.com.br/conseleite.

 

7 – QUAL A IMPORTÂNCIA E A PRINCIPAL UTILIDADE DO PREÇO DE REFERÊNCIA?

Dar maior transparência ao mercado lácteo sul-mato-grossense e servir de parâmetro ou referência para a livre negociação entre produtores rurais e indústrias.

 

IMPORTANTE:

O preço de referência não é um preço mínimo, nem máximo e não é obrigatório. É uma referência para a livre negociação entre as partes. Cada indústria tem seu próprio mix de produtos o qual influencia a sua capacidade individual de pagamento.

 

8 – COMO SÃO CALCULADOS OS PREÇOS DE REFERÊNCIA DO CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

Os cálculos são realizados por instituição de pesquisa (Universidade), mediante um convenio de cooperação técnico-científico, seguindo parâmetros e metodologia aprovada pelo conselho.

Os valores médios da matéria-prima (leite) são calculados a partir dos preços e dos volumes de venda dos derivados lácteos pelas empresas participantes, dos custos de produção do leite nas propriedades rurais, dos custos de fabricação e comercialização dos derivados, e dos rendimentos industriais.

As atuais empresas participantes são:

  • Alvorada Laticínios Ltda – Camapuã
  • Buritama Indústria e Comércio de Laticínios Ltda – Nova Alvorada do Sul
  • Coopavil – Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivinhema
  • Dica – Vencedor Indústria e Comércio de Produtos Lácteos Ltda –Deodápolis
  • Frema – Laborges Indústria e Comércio de Laticínios Ltda – Cassilândia
  • Imbaúba Laticínios Ltda – Água Clara e Bandeirantes
  • Laticínios Camby Ltda – Dourados
  • Laticínios Maná Ltda – Ivinhema, Cassilândia e Jateí
  • Laticínios Tradicional – Campo Grande
  • Laticínio União – Ivinhema

 

9 – COMO FOI CALCULADO O CUSTO DE PRODUÇÃO DE LEITE?

Com base em estudo realizado pela Câmara Técnica, a partir de oito sistemas referenciais de produção de leite no Estado de Mato Grosso do Sul. A metodologia de cálculo do custo de produção do leite considera a remuneração aos fatores de produção utilizados nas propriedades rurais (custos fixos e variáveis) da mesma forma que a realizada no cálculo dos custos industriais. Os resultados dos custos agrícola e industrial são atualizados e revisados, sempre que necessário, por deliberação do Conselho.

 

10 – COMO FORAM CALCULADOS OS CUSTOS DE FABRICAÇÃO E DE COMERCIALIZAÇÃO DOS DERIVADOS?

Com base em levantamento censitário realizado pela instituição de pesquisa conveniada junto a todas as empresas participantes, que foi submetido à avaliação e aprovação da Camatec e do Conselho.  Os custos de fabricação e comercialização foram determinados para 11 derivados lácteos após ponderação, pelo volume produzido e comercializado, dos diversos tipos de embalagens. O levantamento dos dados considerou um período de 12 meses e foi o mesmo do custo agrícola. A atualização e revisão destes custos também são deliberadas pelo Conselho.

 

11 – QUAL A PRINCIPAL VANTAGEM PARA O PRODUTOR DE LEITE EM UTILIZAR AS INFORMAÇÕES DO CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

A vantagem é ter um referencial de preço (informação) para uma melhor negociação da sua produção. A existência de um referencial de preço para o leite, divulgado por um conselho paritário, também permite ao produtor comparar, ao longo do tempo, seus preços com os valores divulgados, facilitando e melhorando a gestão do seu negócio.

 

12 – QUAL A PRINCIPAL VANTAGEM PARA A INDÚSTRIA EM UTILIZAR AS INFORMAÇÕES DO CONSELEITE – MATO GROSSO DO SUL?

A vantagem é que facilita as negociações cotidianas da indústria com os seus diversos produtores fornecedores, pela existência de valores de referência da matéria-prima calculados tecnicamente e aprovados por um conselho paritário. Os valores de referência também favorecem a gestão da indústria, quanto à políticas de incentivo à qualidade da matéria-prima e estratégias de venda dos derivados.

 

13 – QUEM SÃO OS ATUAIS MEMBROS DO CONSELEITE-MS?

  • Bancada Rural:
    • Titulares
      • Altamiro Nogueira Barbosa
      • Lineu Pasqualotto
      • Ronan Salgueiro
      • Wilson Igi
    • Suplentes
      • João Perez Soler
      • José Carlos dos Santos
      • Lucilha de Almeida
      • Martinho Mello de Oliveira
  • Bancada Industrial:
    •  Titulares
      • Edgar Rodrigues Pereira – Laticínios Imbaúba
      • Evando Nunes dos Santos – Laticínio Flor de Leite
      • Hernandes Ortiz – Coopavil
      • Milene de Oliveira Nantes – Silems
    • Suplentes
      • Aloisio Miranda Neivock – Laticínio Buritama
      • Deolindo Carlos Marques (filho) – Laticínio Rincão
      • Luiz Antônio Borges Guilherme – Laborges
      • Paulo Arantes Gonçalves – Alvorada Laticínios

 

14 – QUEM SÃO OS ATUAIS MEMBROS DA CÂMARA TÉCNICA E DA SECRETARIA EXECUTIVA?

A Câmara Técnica é estruturada em momentos específicos, composta por profissionais representantes da bancada rural e da bancada industrial que são selecionados e convocados pontualmente para realizar estudos e pesquisas para subsidiar as decisões do conselho. A CAMATEC é coordenada pelos professores: José Roberto Canziani e Vania Di Addario Guimarães, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A Secretaria Executiva é ocupada por Eliamar Oliveira da FAMASUL.