Produção de soja em MS deve ultrapassar 10 milhões de toneladas na safra 2018/19

17/09/2018
Produção de soja em MS deve ultrapassar 10 milhões de toneladas na safra 2018/19

Mais de 600 pessoas participaram da Abertura Nacional do Plantio de Soja, em Terenos

 O plantio de soja em Mato Grosso do Sul deve ultrapassar 10 milhões de toneladas. O anúncio foi feito nessa segunda-feira (17), durante a Abertura do Plantio de Soja Brasil safra 2018/19, na fazenda Jaraguá, em Terenos. O evento contou com a participação de mais de 600 pessoas, entre produtores rurais, profissionais e estudantes do setor, além de lideranças rurais e políticas.

De acordo com os dados levantados pelo SIGA/MS – Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, ferramenta de monitoramento da Aprosoja/MS, a área disponível para o plantio da oleaginosa subiu 4% nas duas últimas temporadas, saindo de 2,8 para 3 milhões de hectares, com produtividade prevista na casa das 59 sacas por hectare em 2018/19.

O presidente da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS, Juliano Schmaedecke, destacou que a safra recorde no estado é a comprovação da consolidação da agricultura em Mato Grosso do Sul.

“Em 20 anos a produção estadual de soja cresceu 320%. Esse resultado não seria possível sem o trabalho do agricultor sul-mato-grossense e sem o avanço das pesquisas. Por isso, quero agradecer o apoio da Embrapa, Fundação MS e Fundação Chapadão, instituições que nos ajudaram a difundir as mais diversas tecnologias – entre elas o plantio direto, que revolucionou a forma como cultivarmos a terra”.

Segundo o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, o desempenho positivo do setor é fruto do trabalho desenvolvido pelos produtores rurais, em parceria com a comunidade científica. “Mato Grosso do Sul possui um ambiente favorável a agricultura, em especial à produção de soja, que deverá apresentar um aumento de área próximo a 5%, com boas perspectivas de produtividade, estimas-se uma produção recorde de 10 milhões de toneladas, na temporada 2018/19, resultado amparado pela adesão de novas tecnologias de produção por parte dos produtores rurais.

Os dois representantes agradeceram os proprietários da fazenda Jaraguá, Márcio e Walter Duch. “É uma demonstração clara do empreendedorismo do produtor rural brasileiro. Vocês [família Duch] fizeram a transformação e mostraram a sociedade brasileira do que é possível ser realizado com a adesão a tecnologia.  Em uma propriedade com variados níveis de degradação de pastagens a quatro anos, alcançando hoje elevados níveis produtivos, com produtividade superior a 70 sacas por hectare”, afirmou Mauricio Saito.

O presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, parabenizou Mato Grosso do Sul. “É muito bom ver a casa cheia, mesmo com toda a chuva, em um evento que marca o início de uma grande safra para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”.

Do mesmo modo, o Secretário da Semagro, Jaime Verruck, destacou o crescimento local associado ao agro. “É impressionante ver o desenvolvimento de Terenos e de Mato Grosso do Sul à medida que o setor produtivo avança”.  A deputada federal, Tereza Cristina Correa Dias, salientou: “Eu sou também de Terenos e para mim é uma alegria muito grande, começamos uma safra abençoada com essa chuva”.

Após a abertura, a diretora do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, com o painel técnico O futuro da biotecnologia e a importância do glifosato para a agricultura brasileira. “O Brasil adotou a biotecnologia há 20 anos e hoje temos várias culturas com adesão à tecnologia, em taxas muito altas”.

O pesquisador da Embrapa, Dionisio Gazziero, falou da importância do glifosato na agricultura brasileira e de técnicas de cultivo sustentáveis: “Hoje temos em todo Brasil com 32 milhões de hectares com o plantio direto no sistema de produção. Nesse sentido, o glifosato se faz importante.

Na sequência, o especialista em Agronegócio da MB Associados, Alexandre Mendonça de Barros, falou sobre as Perspectivas do mercado da soja, cenário político e macroeconômico. “Hoje uma das maiores influências do mercado nacional é a guerra comercial entre a China e o Estados Unidos. Os chineses têm o maior saldo comercial e a maior parte está associada a produção de industrializados, antes produzidos pelos americanos, resultado na tarifação, por parte do governo Trump, dos produtos do país asiático”. Barros falou ainda dos resultados das safras anteriores e dos impactos do tabelamento do frete.

As chuvas não impediram a abertura simbólica do plantio da soja que contou com a presença do vice-presidente da Famasul, Luis Alberto Moraes Novaes; diretor-secretário do Sistema Famasul, Frederico Stella; a diretora-tesoureira da Federação, Thais Carbonaro Faleiros; o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, a diretora-técnica da Federação, Mariana Urt; a deputado federal, Tereza Cristina Correa Dias; o deputado estadual, Enelvo Felini; o vice-presidente da Aprosoja/MS, André Dolbaschi; o ex-presidente da Aprosoja/MS; Christiano Bortolotto; presidente da Fundação MS, Luciano Mendes; o superintendente  da SFA/MS, Celso Martins; o presidente da OCB/MS, Celso Ramos Regis; o presidente do MNP, Rafael Gratão, além dos presidentes dos sindicatos rurais: de Campo Grande, Ruy Fachini Filho; de Maracaju, Christiano Binz; de Terenos, João Borges e de Bandeirantes, João Lyrio, entre outros representantes do setor.

O evento de lançamento da safra é uma realização do Projeto Soja Brasil, do Canal Rural.

 

Agro Agência Assessoria

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