Soja deve ser comercializada pela margem, não pelo preço, afirma especialista

26/09/2020
Soja deve ser comercializada pela margem, não pelo preço, afirma especialista

Existem regras de ouro que devem ser seguidas pelos produtores de soja, como comercializar pela margem e não pelo preço, não realizar investimento de longo prazo, com pagamentos de curto prazo e não descasar as moedas nas negociações. As dicas são do diretor da Agroconsult, André Pessôa, e foram enfatizadas pelo especialista durante o 5º Circuito Aprosoja/MS, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Canal Rural, nesta quinta-feira (24).

Segundo o especialista, comercializar pela margem de lucro e não pelo preço é vantajoso, uma vez que o preço é impossível acertar. “Temos um cenário que pode nos guiar, mas a bússola deve ser a margem do produtor”, sugere Pessôa. Sobre não descasar a moeda, ele alerta para questões cambiais: “Se o produtor tem compromisso em dólar, como é o caso dos insumos, tem de casar com comercialização em dólar. Os outros compromissos em reais, devem ser supridos em reais”, esclarece.

E por último o dirigente da Agroconsult sinalizou sobre a necessidade de não se realizar investimento de longo prazo com pagamentos de curto prazo: “Não se deve misturar projetos. Fazer uma fazenda nova, ou transformar uma área de pasto em lavoura, implica em investimento que não são de maturação rápida, portando, precisa de financiamento de longo prazo. Ou que este investimento venha da reserva que o produtor acumulou e que o dê folego para aguentar. Ou isso, ou o melhor é acessar linha de crédito de longo prazo”.

Outra preocupação que o produtor deve ter é com a sustentabilidade da atividade. Segundo o convidado da live Jaime Verruck, titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), a agricultura sul-mato-grossense tem feito o dever de casa. “Nossa preocupação de médio e longo prazo, é com a sustentabilidade. Todos nossos programas de Política agrícola, seja ela na avicultura, suinocultura, pecuária ou da soja, colocamos a sua base na sustentabilidade. Nenhum produtor participa de algum programa de incentivo político, sem uma base de indicadores na sustentabilidade”, explica o secretário. “Esse o é grande caminho. Agora temos de ter a capacidade de mostrar isso ao mundo e informar àqueles que não são do agro, para que saibam que temos todos os mecanismos”.

Durante a live o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul),
Mauricio Saito, confirmou o progresso da agricultura no Estado. “Temos uma abertura constante em Mato Grosso do Sul, acima de 5% de crescimento de área. No centro-sul do estado já são áreas consolidadas, com pacotes tecnológicos bastante avançados e, logicamente, isso faz com que o produtor procure outras áreas para fazer o atendimento a essa demanda e também sob perspectiva de rentabilidade ao produtor rural”.

Na oportunidade o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, confirmou expectativas para a safra 2020/2021. “Mato Grosso do Sul deve aumentar mais de 7% de área dedicada à soja, dados coletados pelo projeto Siga, em parceria com o governo do Estado, que confirmam essa expansão. O produtor está empolgado, e devemos chegar a 3,6 milhões hectares. Verificamos bastante área de abertura no centro-norte do estado, Campo Grande, bandeirantes, ao sul do estado, Bela Vista, cabeceira do Apa. O produtor investiu um pouco mais em tecnologia e coloca o estado em um patamar de produção muito interessante, com mais 11,5 milhões de toneladas de expectativa para a safra que se inicia”, finaliza Dobashi.

A live contou com apoio da Jotabasso, Bayer e Semagro.

 

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